Pesquisadora Principal

Angela K. Cruz completou seus estudos de graduação em Ciências Biomédicas na Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Obteve seu Mestrado na mesma instituição. Trabalhando sob a supervisão de Carlos Morel, ela conduziu seu projeto de Ph. D. na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro e obteve o PhD em Genética na Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ. Conduziu seus estudos de Pós-doutorado na Faculdade de Medicina de Harvard, de 1989 a 1992, trabalhando na genética do protozoário patogênico Leishmania, sob a supervisão de Stephen Beverley. Depois do seu treinamento de Pós-doutorado, ela retornou para a Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto,  para estabelecer um laboratório focado na compreensão de mecanismos da genética molecular e aspectos da organização genômica e regulação da expressão gênica do parasito centrada na sua biologia e na sua interação com o hospedeiro.

Pós-doutorandos

Caroline R. Espada é graduada em Ciências Biológicas (2014) e desde 2012, quando iniciou sua carreira acadêmica como aluna de iniciação científica, se interessa pelo fascinante parasito Leishmania. Caroline obteve seu título de doutora em Ciências (2020) pelo programa Biologia da Relação Patógeno-Hospedeiro no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP-SP). O objetivo de sua pesquisa era investigar os mecanismos envolvidos na diferença de suscetibilidade de isolados clínicos de L. braziliensis ao fármaco de uso oral Miltefosina. Durante seu doutorado, ela também passou seis meses trabalhando com edição genômica em Leishmania utilizando a técnica de CRISPR/Cas9 na Universidade de Oxford (UK) e nesse período validou alguns achados de seu trabalho por meio de genética reversa e também buscou adaptar essa técnica para espécies do parasito com grande ocorrência na América do Sul. Atualmente Caroline é pesquisadora de pós-doutorado no AKC Lab e seu trabalho tem como foco investigar a função biológica de RNAs não-codificantes longos, diferencialmente expressos no ciclo de vida de L. braziliensis e desenvolver metodologias para estudo da regulação da expressão gênica neste organismo.

Gustavo é Bacharel em Ciências Biológicas formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (2014). Ao final daquele ano, ele recebeu uma bolsa do Programa Ciência Sem Fronteiras para realizar o Doutorado Pleno no exterior e se juntou ao grupo do Professor Harry de Koning na University of Glasgow, Escócia, onde ele caracterizou diversos transportadores de purinas e pirimidinas de diferentes protozoários parasitas e também analisou o potencial quimioterapêutico de análogos de purinas e pirimidinas contra esses organismos, além de ter se envolvido em estudos sobre os mecanismos de ação e resistência à drogas em tripanosomatídeos. Em 2018, após concluir seu Doutorado em Parasitologia, Gustavo regressou ao Brasil e realizou um breve estágio pós-doutoral na Universidade Estadual de Campinas. Após isto, em 2020, ele se juntou ao grupo da Professora Angela K. Cruz, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, para estudar o papel das proteínas arginina metiltransferases durante o processo de infecção celular por Leishmania braziliensis. Seus interesses em pesquisa são voltados à biologia celular e bioquímica de protozoários parasitas e também ao desenvolvimento de novas terapias contra doenças tropicais.

J.C. Quilles Jr. é Pesquisador Associado em Pós-Doutorado no Laboratório de Parasitologia Molecular. JC completou  seu Ph.D. em Química Biológica (2019) no Instituto de Química de São Carlos, Universidade de São Paulo, Brasil. Sua tese centrou-se na investigação de inibidores da cisteína protease contra os parasitas Leishmania e T. cruzi. Durante seu doutorado, ele passou um ano no Centro de Ciências Biomoleculares da Universidade de Nottingham, Reino Unido, trabalhando com nanoencapsulação de moléculas bioativas contra células de câncer pancreático. Como pesquisador associado de pós-doutorado, JC tem trabalhado para caracterizar e entender o papel biológico de RNAs não codificantes de Leishmania braziliensis, previamente identificados e expressos diferencialmente ao longo do ciclo de vida do parasito. Atualmente, ele está passando um ano no laboratório de Susanne Kramer na Universität Würzburg, Alemanha, monitorando a estabilidade e processamento de ncRNA em Leishmania por hibridização de fluorescência in situ.

Lissur Orsine é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, 2014). Mestre e Doutora em Bioinformática pela UFMG (2016 e 2021, respectivamente) com período sanduíche na Queen Mary University of London (QMUL, 2019). Durante a graduação fez iniciação científica no Laboratório de Patologia Molecular da Faculdade de Odontologia da UFMG onde trabalhou com biologia molecular aplicada ao estudo de tumores de cabeça e pescoço. No mestrado investigou os mecanismos moleculares envolvidos na biologia da glândula mamária, assim como sua origem evolutiva. No doutorado investigou perfis de expressão gênica em tecidos humanos com foco no desenvolvimento de métricas para a distinção de genes relevantes para a biologia do tecido. Atualmente trabalha como bioinformata no Laboratório de Parasitologia Molecular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP – USP), onde tem se dedicado principalmente ao estudo da expressão gênica em Leishmania braziliensis.

Estudantes de Iniciação Científica

Brenda N. de Freitas é graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo e acompanha o laboratório desde 2021, como estagiária de Iniciação Científica. Seu projeto consiste na investigação do papel regulatório de RNAs não codificantes longos diferencialmente expressos (DE lncRNAs) durante o ciclo de vida de Leishmania braziliensis, presentes em sítios de troca de fita (SSRs), onde convergem (cSSRs) ou divergem (dSSR) duas unidades policistrônicas contíguas. A partir disso, testamos a hipótese de que esses DE lncRNAs possam estar envolvidos na regulação da transcrição das unidades de transcrição policistrônicas (PTUs) à montante e à jusante das SSRs em que sua sequência não codificadora está presente.

Fernanda é aluna de graduação em Ciências Biológicas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (Universidade de São Paulo). Em seu estágio de Iniciação Científica tem como projeto o estudo da essencialidade e funcionalidade da proteína RuvB-like 1 de Leishmania braziliensis por meio da técnica de nocaute induzido DiCre (Dimerised Cre recombinase), investigando também o efeito do desligamento desse gene sobre o parasito e seu envolvimento na resistência ao estresse genotóxico. Além disso, estuda a localização subcelular de LbrRuvB-like 1 durante as fases do ciclo celular do parasito de L. braziliensis.

 

Técnicas do Laboratório

Tânia P A Defina fez Bacharelado em Ciências Biológicas, modalidade Biologia Molecular, na Unicamp e Licenciatura em Ciências na mesma universidade (1998). Participou dos Projetos genoma de Xanthomonas axonopodis e Xanthomonas campestres no Departamento de Genética da FMRP da Universidade de São Paulo. Em seguida, participou do Projeto genoma do Câncer com bolsa de auxílio técnico TT3 da Fapesp (2000). Fez o mestrado em Ciências pela Unesp de Rio Claro com financiamento da Fapesp e Fundecitrus(2000-2002). Em 2002 tornou-se Especialista de Laboratório ingressando no quadro de servidores da Universidade de São Paulo no departamento de Biologia Celular da FMRP. Desde então, trabalha no laboratório de Parasitologia Molecular treinando pós-graduandos e estudantes nos ensaios de Biologia Molecular, preparo de soluções e boas práticas de laboratório. Atua como monitora de aulas práticas do curso de Ciências Biomédicas e é responsável pelo equipamento multiusuário ABI 7500 para PCR em tempo real.

Viviane Ambrósio ingressou na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto em busca do sonho de concluir seu curso de Biologia e trabalhar na sua área de atuação profissional. Para tanto renunciou ao seu emprego estável para iniciar como estagiária no Departamento de Farmacologia de 1989 a 1991 com o Dr. Adolfo M. Rothschild, e depois no Departamento de Morfologia de 1991 a 1993 com o Dr. Antonio Haddad. Em 1993 concluiu seu curso de Habilitação em Biologia (Licenciatura Plena) na União das Faculdades Barão de Mauá-Uni Mauá. Foi contratada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo em 26 de outubro de 1993 até junho de 1994 para atuar no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia no laboratório do Dr. Marcos Felipe de Sá no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Desde então, Viviane trabalha no Departamento de Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos no laboratório da Dra. Angela Kaysel Cruz, desempenhando atividades que dão suporte à realização de tarefas de outras equipes, colaborando para o alcance de resultados e participando ativamente das atividades do laboratório em harmonia com todos.